World Nomad Games 2026
Cavaleiro em prova equestre nos Jogos Mundiais Nômades, em pleno galope
Esporte & Cultura · Jogos Mundiais Nômades 2026

Brasileiros na estepe: o Brasil nos Jogos Mundiais Nômades

No coração da Ásia Central, onde nômades disputam esportes milenares de força, técnica e a cavalo, o Brasil entra na disputa no cabo de guerra de forma inédita.

VI Jogos Mundiais Nômades 31 de agosto 6 de setembro de 2026 Quirguistão
2 mil+
atletas de dezenas de países
40+
modalidades tradicionais
13 mil km
do Brasil à Ásia Central
1ª
delegação brasileira na modalidade

Os Jogos Mundiais Nômades reúnem milhares de atletas em torno de esportes tradicionais das culturas nômades da Ásia Central. Entre arco e flecha a cavalo, luta tradicional e caça com águias douradas, há uma modalidade de força que o Brasil conhece bem, o cabo de guerra, e que agora leva a uma arena internacional. Toque em cada seção para abrir.

Os Jogos Mundiais Nômades (World Nomad Games) reúnem, a cada dois anos, milhares de atletas de dezenas de países em torno de esportes tradicionais das culturas nômades da Ásia Central e além. É um espetáculo de arco e flecha a cavalo, luta tradicional e caça com águias douradas. Entre as modalidades de força está o cabo de guerra, o tug of war.

A 6ª edição acontece em 2026, no Quirguistão, país-sede que fez a abertura da edição anterior. É nesse palco que o Brasil entra em campo.

Arena dos Jogos Mundiais Nômades com mesquita de cúpula azul ao fundo e delegações a cavalo
A abertura dos Jogos. Delegações de dezenas de países se reúnem nas planícies da Ásia Central.
Mapa da Ásia Central com o Quirguistão destacado
Ásia Central. O Quirguistão (em destaque) faz fronteira com o Cazaquistão, a China, o Tajiquistão e o Uzbequistão.

O Quirguistão fica no coração da Ásia Central, encravado entre o Cazaquistão, a China, o Tajiquistão e o Uzbequistão. É um país de montanhas, com mais de 90% do território acima dos mil metros, e de uma cultura nômade viva que faz dele um dos palcos naturais dos Jogos.

Ex-república soviética, independente desde 1991, tem cerca de 7 milhões de habitantes e duas línguas oficiais: o quirguiz, de origem túrquica, e o russo. São cerca de 13 mil quilômetros entre o Brasil e a estepe.

Antes de ser um evento esportivo, os Jogos são uma celebração de um modo de vida. Por séculos, os povos das estepes viveram a cavalo, montaram acampamentos de yurts (as tendas redondas de feltro) e desenvolveram esportes que hoje parecem espetáculo, mas nasceram da vida real: da caça, da guerra, do pastoreio.

A caça com águias douradas, a montaria, o kok-boru disputado a galope: tudo isso é património cultural antes de ser competição. Entrar nessa arena é, para o Brasil, entrar num universo que quase não tem tradução no nosso repertório esportivo.

Jovem em traje tradicional com águia dourada pousada no braço Acampamento de yurts brancos em vale verde ao pé de montanhas nevadas

Águia e yurt. A caça com águias douradas e os acampamentos de tendas de feltro estão entre as imagens mais características da cultura nômade da Ásia Central.

O Brasil chega aos Jogos com 21 pessoas, a maior delegação brasileira já enviada aos Jogos Mundiais Nômades. O grupo reúne três frentes: o time de cabo de guerra, os atletas de alysh (luta tradicional) e a representação no toguz korgool (jogo de tabuleiro nômade).

A delegação cresceu a partir da idealização de Raony Osório, que concebeu o time de cabo de guerra após participar como visitante nos Jogos de 2024, em Astana. O projeto que começou com uma equipe se ampliou até formar a comitiva mais numerosa que o país já levou ao evento.

São atletas de trajetórias diversas, do powerlifting ao jiu-jítsu, do atletismo à preparação física, unidos por um mesmo objetivo: representar o país numa arena distante de tudo que o esporte brasileiro conhece, e abrir caminho para que as modalidades cresçam em casa.

Representante da delegação brasileira na arena dos Jogos, com a bandeira do Brasil
O Brasil na arena. A delegação chega ao Quirguistão para representar o país no cabo de guerra.

O cabo de guerra parece simples: duas equipes, uma corda, força bruta. Na prática, é técnica, ritmo, posicionamento e disciplina coletiva. Cada puxada é coordenação pura: corpos agindo como um só, num duelo que se decide em segundos de tensão máxima.

Reconhecido internacionalmente e com federação própria, o tug of war tem regras precisas de peso, técnica e conduta. É disputado em três formatos, que exigem estratégias diferentes:

  • 8×8A modalidade clássica. Oito atletas de cada lado. O formato tradicional e mais reconhecido do esporte, uma disputa de resistência coletiva com limite de peso por equipe.
  • 4×4Formato reduzido. Quatro contra quatro. Menos massa na corda e mais peso na técnica individual: cada atleta responde por uma fração maior da força total.
  • 1×1O duelo. Um contra um. Força, equilíbrio e leitura do adversário na forma mais direta e explosiva da modalidade.

A Associação Brasileira de Cabo de Guerra (BRToW) nasceu com uma missão clara: desenvolver o cabo de guerra como esporte de competição no Brasil e representar o país em eventos internacionais.

Reúne atletas de origens esportivas diversas, como powerlifting, jiu-jítsu brasileiro e atletismo, em torno de um compromisso comum com o esporte. Os Jogos Mundiais Nômades de 2026, no Quirguistão, são o primeiro grande objetivo internacional da entidade.

Nome
Associação Brasileira de Cabo de Guerra (BRToW)
Missão
Desenvolver o cabo de guerra competitivo no Brasil e representar o país internacionalmente
Primeiro alvo
VI Jogos Mundiais Nômades · Quirguistão, 2026
Contato
contato@tugofwar.com.br  ·  +55 48 99178-9575 (Raony)

Dados institucionais a completar (CNPJ, diretoria, filiação à federação internacional) conforme a formalização avança.

A equipe de 2026

14 integrantes

O time de cabo de guerra que embarca para os Jogos Mundiais Nômades, no Quirguistão, dentro da delegação brasileira de 21 pessoas.

Jamazi Z.
Jamazi Z.
Técnico
Raony O.
Raony O.
Capitão
Guilherme G.
Guilherme G.
Crineu T.
Crineu T.
Andriel V.
Andriel V.
Pedro V.
Pedro V.
Ellison S.
Ellison S.
Bruno M.
Bruno M.
Rafael S.
Rafael S.
José B.
José B.
Marllon M.
Marllon M.
Luiz B.
Luiz B.
Douglas M.
Douglas M.
Marlus R.
Marlus R.
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